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MAIS HUMANOS SIGNIFICA...

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Nunca antes na história houve tantas pessoas vivendo na Terra como há agora. A população mundial passou a crescer exponencialmente desde a Revolução Industrial. De 1 bilhão, em 1800, passamos a ser 7,6 bilhões de humanos em 2017.  Se, no ultimo século, o número de pessoas vivendo no planeta quadruplicou, o que podemos esperar para o futuro? Migração em massa, megacidades com extensão continental, poluição, caos,  violência e disputa por água, comida e energia são previsões sensacionalistas ou fazem algum sentido?

No século 18, o mundo todo, incluindo a Europa, estava na primeira fase da transição demográfica, o que significa que a taxa de natalidade era altíssima, mas a mortalidade infantil também. As mulheres tinham em média 6 filhos, mas só 2,5 deles chegavam à idade adulta. Para os padrões atuais, a qualidade de vida na Europa era pior do que a dos países subdesenvolvidos de hoje. Faltava saneamento, comida e remédios. Logo, a população não crescia. Foi então que a revolução industrial surgiu, provocando a maior mudança nas condições de vida da humanidade desde a revolução agrícola. 

Bens que antes eram escassos passaram a ser produzidos em grande escala e se tornaram muito mais baratos e acessíveis. A ciência floresceu, trazendo avanços no transporte, na comunicação e na medicina. As pessoas passaram a deixar o campo para trabalhar nas cidades. Nesse novo contexto, as mulheres passaram a ter um papel econômico relevante e conquistaram o direito ao voto. Aos poucos, a geração de riqueza da era industrial deu origem ao surgimento de uma classe média e elevou a expectativa de vida dos mais pobres. Com mais oferta de comida, produtos de higiene e medicamentos, a mortalidade infantil despencou e o Reino Unido se tornou a primeira nação a evoluir para a segunda fase da transição demográfica, quase triplicando a sua população, que cresceu de 6 milhões para 15 milhões entre 1750 e 1850.

O principal motivo pelo qual as pessoas tinham muitos filhos é que poucos deles sobreviveriam até a idade adulta. Quando isso mudou e a população passou a crescer rapidamente, as pessoas passaram a controlar o número de filhos que desejavam ter. As taxas de natalidade e mortalidade se estabilizaram e a Europa, liderada pelo Reino Unido, chegou à terceira fase da transição demográfica. Já na segunda metade do século XX, com o surgimento de novos métodos contraceptivos, dos movimentos de liberdade sexual, com a emancipação feminina e o direito ao divórcio, a taxa de natalidade dos países desenvolvidos passou a sofrer uma desaceleração gradual e o mesmo processo está ocorrendo, já ocorreu ou ocorrerá nos países em desenvolvimento.

Foram necessários 80 anos para que a taxa de natalidade da Europa caísse de 6 filhos para menos de 3. A Malásia e a Africa do Sul tiveram essa desaceleração em 34 anos. Bangladesh, em 20 e o Irã em apenas uma década. Isso acontece porque os países em desenvolvimento não precisaram começar do zero e quanto mais suporte eles recebem, mais rápido conseguem fazer a transição. Por isso, programas que ajudam a reduzir a mortalidade infantil são tão importantes. Não importa se a sua motivação é um mundo onde todas as pessoas tenham liberdade e prosperidade ou se você só quer evitar que refugiados venham para o seu país, a verdade é que você se beneficiará diretamente se as pessoas do outro lado do mundo (ou na periferia da sua cidade) puderem ter uma vida melhor e mais longa.

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A boa notícia é que isso está acontecendo. O percentual de pessoas vivendo em condição de extrema pobreza nunca foi tão baixo quanto é hoje e isso faz com que o futuro demográfico do planeta não seja apocalíptico, mas bastante promissor. As Nações Unidas prevêem que a população planetária nunca atingirá os 12 bilhões porque nos próximos cem anos todos os países estarão na quarta fase da transição demográfica, quando a população deixará de crescer. Nesse estágio de desenvolvimento (que deveremos atingir por volta de 2.100) o número de pessoas com alto nível educacional será dez vezes maior do que é hoje. Nações que precisaram de ajuda no passado irão contribuir para o desenvolvimento do planeta. O futuro é de mais pessoas…preparadas para desenvolver soluções e impulsionar a evolução da humanidade.

Você pode encontrar mais informações no site abaixo:

https://ourworldindata.org

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O GRANDE FILTRO

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Imagine a evolução da vida como um lance de escadas onde cada estágio é um degrau. No primeiro degrau, elementos químicos precisam se aglutinar em padrões autoreplicáveis estáveis, mas ao mesmo tempo capazes de se adaptar e evoluir conforme as condições do ambiente. No segundo degrau, esses padrões se transformam em células capazes de utilizar a energia disponível de forma eficiente. No terceiro, essas células se combinam e se multiplicam para gerar seres multicelulares possibilitando que surja diversidade e complexidade. No quarto degrau, algumas das espécies formadas por diferentes combinações de células desenvolvem cérebros capazes de criar e utilizar ferramentas e de compartilhar conhecimento, o que gera uma complexidade ainda maior. No quinto degrau, a espécie mais evoluída se torna a forma dominante de vida no planeta, podendo alterar o ambiente conforme suas necessidades. Nesse estágio, que é o que nos encontramos agora, começam a ocorrer algumas tentativas de transcender os limites planetários. 

É da natureza da vida buscar se proliferar, ocupando todos os espaços que ela é capaz de ocupar. Logo, os próximos estágios da escala evolutiva são lógicos. Se uma espécie encontra, na sua própria sobrevivência, motivação para controlar os recursos do seu planeta, é extremamente improvável que ela pare por aí. Como planetas são habitáveis apenas por tempo limitado, no sexto estágio evolutivo, se faz necessário dar início a exploração espacial e isso, possivelmente, levará ao surgimento de uma civilização galáctica. Esse é, certamente, um princípio universal para qualquer civilização inteligente e tecnologicamente avançada, independentemente de qual seja o seu planeta de origem. 

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Sabemos que existem bilhões de planetas similares à Terra na Via Láctea. Muitos deles existem há muito mais tempo que o nosso planeta. Tempo suficiente para a vida evoluir muito além do estágio em que a humanidade se encontra. Mesmo assim, não observamos nenhuma civilização galáctica até agora. O espaço parece ser inabitado. Isso pode significar que algo esteja impedindo a vida de evoluir para além do estágio em que nós humanos nos encontramos hoje. Algo que torne o surgimento de uma civilização galáctica  extremamente improvável, talvez até mesmo impossível. Essa barreira hipotética é conhecida como “o grande filtro”, um desafio tão difícil de superar que acaba por eliminar qualquer civilização que o encontra pelo caminho. 

A questão é saber se o grande filtro está no nosso passado (o que significaria que somos uma espécie com muita, muitíssima sorte), ou se estará no nosso futuro, o que significaria que a humanidade não tem muito tempo pela frente. 

O primeiro cenário (em que o filtro estaria no nosso passado e já teria sido superado) levaria à conclusão de que um dos quatro primeiros degraus da escala evolutiva seja um evento raríssimo no universo. A vida complexa e inteligente seria algo quase impossível e nós, humanos, seríamos os uma civilização pioneira.

No segundo cenário, o grande filtro estaria por vir e seria algo muito mais perigoso e poderoso do que qualquer grande desafio que a vida na Terra já conheceu. Algo intransponível à todas as civilizações que ao longo de bilhões de anos tenham alcançado o quinto degrau da evolução. Essa barreira poderia ser o descontrole da nanotecnologia ou da inteligência artificial, que acabariam por exterminar seus criadores, ou poderia ser algo que ainda não somos capazes de imaginar. Ou, talvez, 100% das civilizações que chegam a ponto de controlar os recursos do seu planeta, acabam por destruí-lo antes de serem capazes de colonizar o espaço. De qualquer forma, se o grande filtro ainda está por vir, nossas chances de sobrevivência são bastante baixas. Esperamos que esse não seja o caso. 

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A ESCALA EVOLUTIVA DAS CIVILIZAÇÕES ESPACIAIS

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A nossa galáxia tem cerca de 13 bilhões de anos. Logo que ela nasceu, não era um local muito propício para o surgimento da vida (as coisas explodiam com muita frequência) mas depois de uns 2 bilhões de anos, começaram a surgir os primeiros planetas habitáveis. Já que a Terra só tem 4 bilhões de anos, é muito provável que houveram bilhões, talvez trilhões, de outros planetas no passado onde a vida pode ter surgido e se desenvolvido.

Mas como seria uma civilização milhões ou bilhões de anos mais avançada do que a nossa? 

No nosso vídeo editorial, falamos da escala Kardashev, que é o padrão usado pelos astrofísicos para classificar essas possíveis (e matematicamente prováveis) civilizações conforme o seu grau de evolução. 

A escala Kardashev utiliza como critério a capacidade de gerar energia, porque quanto mais evoluída é uma civilização, mais energia ela manipula, gera e consome. Assim, quando os cientistas buscam por civilizações alienígenas, eles procuram por sinais que possam indicar grande consumo de energia que possa corresponder às necessidades de 3 tipos de civilização.

Uma civilização do tipo I é uma civilização planetária, capaz de controlar toda a energia do seu planeta. Nós humanos, somos hoje classificados como uma civilização 0.73. Ou seja, ainda não somos uma civilização do tipo I, mas estamos quase lá. Estima-se que até o final do século XXI completaremos essa transição.

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Uma civilização do tipo II é uma civilização estelar, capaz de armazenar toda a energia da sua estrela. A esfera Dyson, uma megaestrutura construída em torno do sol para capturar toda a sua energia, é um conceito que corresponde a esse estágio evolutivo. 

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Finalmente, uma civilização do tipo III é uma civilização galáctica, que controla toda a energia de uma galáxia. Seres nesse estágio de evolução seriam como deuses para nós, capazes de acessar portais para outras dimensões.

Supondo que nós, humanos, fossemos capazes de criar colônias espaciais que pudessem sustentar a população local por 1.000 anos, nós poderíamos colonizar toda a galáxia em 2 milhões de anos. A questão é: se existem milhões (talvez bilhões) de planetas habitáveis na Via Láctea e se esses outros planetas começaram a surgir cerca de 7 bilhões de anos antes da Terra (que tem 4 bilhões de anos) então, onde estão os aliens? Clica aqui pra conhecer algumas das especulações mais populares.

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