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CONTOS DO HIPERESPAÇO: O FINAL

Depois de investigarmos o caminho para a criação de uma civilização multiplanetária e de nos aventurarmos pela origem do Big Bang em Tales of Hyperspace 1 & 2, nossa trilogia de Contos do Hiperespaço chega ao seu calamitoso fim.

Apresentamos: “Humanos & Aliens & Como Escapar da Morte do Universo." 

Daqui a aproximadamente 100 trilhões de anos, o universo alcançará o estado máximo de entropia. Nesse estado, que os cosmólogos apelidaram de Big Freeze, não haverá mais possibilidade de vida nem de movimento da matéria.

Todas as luzes do céu se apagarão. 

O combustível nuclear de todas as estrelas terá se exaurido e a temperatura chegará a beira do zero absoluto.

Mas, especula-se que possa haver uma, e talvez apenas uma, esperança de escapar à calamidade final.

Será preciso dominar a energia de Planck, a energia do Big Bang, na qual até mesmo a gravidade se desfaz. Com a energia de Planck, que é um quatrilhão de vezes superior à energia que nosso maior acelerador de partículas é capaz de produzir, será possível moldar o espaço-tempo e criar portais para outras dimensões fora do universo conhecido.

A vida inteligente, dominando finalmente os mistérios do espaço multidimensional ao longo de bilhões de anos, usará outras dimensões do hiperespaço como uma saída de emergência do Big Freeze. 

Uma união intergaláctica de civilizações capaz de manipular a energia de Planck poderá escapar à morte do universo acessando um mundo paralelo antes que tudo acabe.

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PERSPECTIVAS ACERCA DO TEMPO - Feliz 2019!

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Kane Tanaka é a pessoa mais velha do mundo hoje. No dia 02 de janeiro de 2019, ela completará 116 anos. A data de nascimento de Kane Tanaka está mais próxima da época em que Napoleão governava a Europa do que dos dias atuais. 

As pirâmides do Egito foram construídas há 4.500 anos atrás. O pico do império romano foi há 2.000 anos. Para os romanos, as pirâmides eram tão antigas quanto os romanos são para nós hoje. 

Há 90.000 anos atrás, os neandertais e os homo sapiens coexistiam na Europa.  90.000 anos é, aproximadamente, o tempo que uma nave espacial moderna levaria para alcançar a estrela mais próxima fora do nosso sistema solar.

O Homo Sapiens surgiu a cerca de 200.000 anos atrás. O que chamamos de “Era D.C.” é apenas 1% do tempo de existência da nossa espécie.

Os dinossauros dominaram a Terra por mais de 165 milhões de anos. Isso significa que um T-Rex que viveu há 65 milhões de anos atrás está mais perto de assistir Neil Armstrong pisando na lua do que de ver um Estegossauro vivo. 

Há 3 bilhões de anos, toda forma de vida na Terra era invisível a olho nu. Chamamos o instante que antecede o Big Bang de singularidade, um momento atemporal que não somos capazes de compreender muito bem. A partir do Big Bang, tempo é tudo que há. 

De uma perspectiva cosmológica, o tempo é tão vasto que mal conseguimos concebê-lo. É difícil entender como foi que chegamos aqui e para onde o universo caminha. Uma das poucas certezas que temos é que, de uma perspectiva biológica, o tempo é finito. 

Se você viver 100 anos, 5.200 semanas é tudo que você terá. Se você já viveu 30 anos, sobram 3.640 semanas e, ao final de 2019, restarão 3.588. Você não vai viver eternamente, mas você pode preencher seu escasso tempo com momentos que você desejaria que durassem para sempre. Feliz 2019!

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MAIS HUMANOS SIGNIFICA...

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Nunca antes na história houve tantas pessoas vivendo na Terra como há agora. A população mundial passou a crescer exponencialmente desde a Revolução Industrial. De 1 bilhão, em 1800, passamos a ser 7,6 bilhões de humanos em 2017.  Se, no ultimo século, o número de pessoas vivendo no planeta quadruplicou, o que podemos esperar para o futuro? Migração em massa, megacidades com extensão continental, poluição, caos,  violência e disputa por água, comida e energia são previsões sensacionalistas ou fazem algum sentido?

No século 18, o mundo todo, incluindo a Europa, estava na primeira fase da transição demográfica, o que significa que a taxa de natalidade era altíssima, mas a mortalidade infantil também. As mulheres tinham em média 6 filhos, mas só 2,5 deles chegavam à idade adulta. Para os padrões atuais, a qualidade de vida na Europa era pior do que a dos países subdesenvolvidos de hoje. Faltava saneamento, comida e remédios. Logo, a população não crescia. Foi então que a revolução industrial surgiu, provocando a maior mudança nas condições de vida da humanidade desde a revolução agrícola. 

Bens que antes eram escassos passaram a ser produzidos em grande escala e se tornaram muito mais baratos e acessíveis. A ciência floresceu, trazendo avanços no transporte, na comunicação e na medicina. As pessoas passaram a deixar o campo para trabalhar nas cidades. Nesse novo contexto, as mulheres passaram a ter um papel econômico relevante e conquistaram o direito ao voto. Aos poucos, a geração de riqueza da era industrial deu origem ao surgimento de uma classe média e elevou a expectativa de vida dos mais pobres. Com mais oferta de comida, produtos de higiene e medicamentos, a mortalidade infantil despencou e o Reino Unido se tornou a primeira nação a evoluir para a segunda fase da transição demográfica, quase triplicando a sua população, que cresceu de 6 milhões para 15 milhões entre 1750 e 1850.

O principal motivo pelo qual as pessoas tinham muitos filhos é que poucos deles sobreviveriam até a idade adulta. Quando isso mudou e a população passou a crescer rapidamente, as pessoas passaram a controlar o número de filhos que desejavam ter. As taxas de natalidade e mortalidade se estabilizaram e a Europa, liderada pelo Reino Unido, chegou à terceira fase da transição demográfica. Já na segunda metade do século XX, com o surgimento de novos métodos contraceptivos, dos movimentos de liberdade sexual, com a emancipação feminina e o direito ao divórcio, a taxa de natalidade dos países desenvolvidos passou a sofrer uma desaceleração gradual e o mesmo processo está ocorrendo, já ocorreu ou ocorrerá nos países em desenvolvimento.

Foram necessários 80 anos para que a taxa de natalidade da Europa caísse de 6 filhos para menos de 3. A Malásia e a Africa do Sul tiveram essa desaceleração em 34 anos. Bangladesh, em 20 e o Irã em apenas uma década. Isso acontece porque os países em desenvolvimento não precisaram começar do zero e quanto mais suporte eles recebem, mais rápido conseguem fazer a transição. Por isso, programas que ajudam a reduzir a mortalidade infantil são tão importantes. Não importa se a sua motivação é um mundo onde todas as pessoas tenham liberdade e prosperidade ou se você só quer evitar que refugiados venham para o seu país, a verdade é que você se beneficiará diretamente se as pessoas do outro lado do mundo (ou na periferia da sua cidade) puderem ter uma vida melhor e mais longa.

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A boa notícia é que isso está acontecendo. O percentual de pessoas vivendo em condição de extrema pobreza nunca foi tão baixo quanto é hoje e isso faz com que o futuro demográfico do planeta não seja apocalíptico, mas bastante promissor. As Nações Unidas prevêem que a população planetária nunca atingirá os 12 bilhões porque nos próximos cem anos todos os países estarão na quarta fase da transição demográfica, quando a população deixará de crescer. Nesse estágio de desenvolvimento (que deveremos atingir por volta de 2.100) o número de pessoas com alto nível educacional será dez vezes maior do que é hoje. Nações que precisaram de ajuda no passado irão contribuir para o desenvolvimento do planeta. O futuro é de mais pessoas…preparadas para desenvolver soluções e impulsionar a evolução da humanidade.

Você pode encontrar mais informações no site abaixo:

https://ourworldindata.org

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