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UMA PLAYLIST PARA OS ETs. O QUE ELES VÃO VER E OUVIR SE ENCONTRAREM E DECIFRAREM O GOLDEN RECORD?

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Em 20 de agosto e 5 de setembro de 1977, as sondas Voyager 2 e Voyager 1, respectivamente, foram lançadas às estrelas carregando o Golden Record, um disco que contém uma mensagem que deve viajar pelo espaço mesmo depois que as Voyagers perderem a capacidade de comunicação com a Terra, mesmo depois que a Terra não exista mais como conhecemos hoje. Feita para durar mais de um bilhão de anos, essa missão, que completa 40 anos na próxima semana já levou um objeto desenvolvido pela humanidade para distâncias jamais atingidas antes.

Para navegar o espaço, uma civilização precisa dominar o conhecimento matemático e físico. Por isso, o disco acoplado a ambas as sondas contem diagramas escritos na linguagem universal da ciência. Um deles estabelece a frequência constante da mudança de direção dos elétrons em um átomo de hidrogênio (o elemento mais comum do universo) como unidade de tempo para entendimento dos outros sinais, que revelam como usar o Golden Record, quando a Voyager foi lançada e onde o nosso Sol está localizado.

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Os discos das duas sondas são idênticos. Neles, há saudações em 59 idiomas, sons da chuva, do vento, de vulcões, de relâmpagos e terremotos, de animais, de trens e automóveis,  do batimento cardíaco, de passos, de uma risada, das ondas cerebrais de uma pessoa apaixonada, das primeiras palavras de uma mãe para um filho recém nascido e da música de diversas culturas, incluindo Beethoven, Mozart e Johnny B. Goode de Chuck Berry. Além dos sons, o Golden Record carrega imagens dos planetas do nosso sistema solar, da estrutura do DNA, da anatomia humana, da natureza, de pessoas de todas as partes do mundo, de um feto no útero, de um astronauta no espaço, das paisagens terrestres e de uma mulher amamentando seu bebê (vai mundo!).

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Junto com a Voyager 1, está uma carta do presidente americano da época, Jimmy Carter. Dela, um pequeno trecho:

“Este é um presente de um pequeno mundo distante, um símbolo dos nossos sons, da nossa ciência, das nossas imagens, da nossa música, dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos. Estamos tentando sobreviver ao nosso tempo para que possamos viver no seu. Esperamos que algum dia, tendo resolvido os problemas que enfrentamos, possamos integrar uma comunidade de civilizações galácticas. Este registro representa nossa esperança e nossa determinação e nossa boa vontade em um vasto e fantástico universo.”

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UM ECLIPSE TOTAL DO SOL E A REVOLUÇÃO DA CIÊNCIA

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Foi preciso um eclipse total do sol para que as leis de Newton sofressem sua primeira grande modificação em mais de dois séculos. Quando Einstein propôs a teoria da relatividade, se acreditava que o espaço e o tempo fossem absolutos e independentes. Segundo a Relatividade, as três dimensões do espaço se fundiriam com a dimensão do tempo e formariam uma única variedade de 4 dimensões chamada espaço-tempo. A matéria (energia) curvaria o tecido do espaço-tempo a sua volta, sendo a gravitação um efeito dessa curvatura.

Mas Einstein não podia provar sua teoria em laboratório porque, para que os efeitos da curvatura do espaço-tempo fossem visíveis, era necessário observar a luz cruzando o campo gravitacional de um corpo muito massivo, como o sol por exemplo.

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Em 1919, um eclipse total do sol permitiu que o astrônomo Arthur Eddington testasse a teoria porque as luzes estelares que cruzavam o campo gravitacional do sol seriam visíveis nessas condições, em que a interferência da luz solar é bloqueada. 

Eddington fez suas observações no arquipélago de São Tomé e Príncipe, mas as condições meteorológicas prejudicaram a qualidade das fotografias. Outra equipe veio para Sobral, no Brasil, e pode respaldar o resultado obtido por Eddington na ilha de Príncipe. Confirmada a teoria de Einstein, o conhecimento da humanidade sobre gravitação, cosmologia e astrofísica se expandiram e nunca mais voltaram ao seu tamanho original. :)

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SATURNO - O PLANETA, O MITO E A LUA QUE PODE ABRIGAR O EMBRIÃO DA VIDA

Na mitologia romana, Saturno (Cronos, para os gregos) é o deus do tempo e um dos titãs (deuses que enfrentaram Júpiter, ou Zeus na mitologia grega). Apesar de levar 29 anos para concluir sua órbita, Saturno tem uma rotação de apenas 10 horas e meia e é, por isso, um planeta achatado. A origem do seu peculiar sistema de anéis composto por gelo e água ainda é um mistério. Observada pela primeira vez em 1.610, por Galileu, acredita-se que a estrutura de anéis tenha se originado a partir da desintegração de cometas que chegaram perto do planeta, numa zona conhecido como limite de Roche, onde a gravidade de Saturno é forte o suficiente para desintegrar um corpo que esteja em órbita.

Dentre os seus 62 satélites naturais, o maior é Titã, que tem sido visto como uma Terra primitiva no congelador, com o embrião da vida congelado. Nessa lua, foi constatada e existência de ácido cianídrico, uma molécula simples composta por três átomos que são as bases do DNA.  Devido à temperatura média de  -180 graus celsius, os micro-organismos abrigados na superfície de Titã não envelheceriam.

Na astrologia, o glifo do planeta Saturno se parece com o inverso do glifo do planeta Júpiter porque os dois planetas simbolizariam energias opostas. Saturno, o segundo maior planeta do sistema solar,  estaria associado aos limites e a experiência trazida pelo passar do tempo, enquanto Júpiter, o maior planeta, representaria o impulso de expansão.

Os romanos lhe atribuem a origem de Roma e o sábado é o dia consagrado a ele. Daí, satur[n]day em inglês. Filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra), Saturno foi o deus que expulsou o seu pai, dominado pela insanidade, da posição de soberano entre os deuses e assumiu o seu lugar. Recebeu a profecia de que ele próprio seria destronado por um de seus filhos e, por isso, passou a devorá-los quando nasciam. Inconformada, sua esposa armou um plano para salvar Júpiter, o recém-nascido. Ela envolveu uma pedra em alguns panos e a apresentou assim para o marido, tentando convencê-lo de que lhe entregava o filho. Saturno engoliu o objeto e, ao ingerir a pedra, vomitou os filhos anteriormente devorados, os quais ajudaram Júpiter, ao longo de dez anos de luta ferrenha, a derrotar Saturno. Cumprida a profecia, o deus do tempo foi exilado do seu reino e se refugiou no Lácio, região da Itália central onde Roma seria fundada. Lá, instaurou um período de paz e prosperidade conhecido como a Idade do Ouro.

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